Junta de Freguesia do Bonfim


Junta de Freguesia de Bonfim
Junta de Freguesia do Bonfim
Fontanário no SMAS
Pires de Lima
Combatentes
AvCombatentes
jardim Paulo Valada
Jardim Paulo Vallada
Junta de Freguesia de Bonfim
Arca d'Água na Estação do Metro 24 de Agosto
título da imagem
Jardim das Águas do Porto
jardim
Praça Dr. Francisco de Sá Carneiro

História da Freguesia

Bonfim é uma freguesia da cidade do Porto que conta, atualmente, com 176 anos de existência. A freguesia e paróquia do Bonfim foram criadas a 11 de dezembro de 1841, por decreto governamental assinado por Costa Cabral durante o reinado de D. Maria II. A freguesia constituiu-se, então, por meio de um pequeno território que foi suprimido à freguesia da Sé, ao qual se somou também uma parte do território pertencente às freguesias de Santo Ildefonso e de Campanhã.
 
Em meados do século XIX, o Bonfim tornou-se no principal polo industrial da cidade do Porto, no qual predominava a indústria têxtil. Na paisagem destacavam-se as altas chaminés e a movimentação apressada dos operários das fábricas, que pautava o quotidiano da freguesia. De facto, naquele período, o Bonfim assumia-se como um verdadeiro cluster industrial, detendo o maior número de operários e estabelecimentos fabris de que há registo na cidade. A instalação massiva de fábricas nesta parte oriental da cidade do Porto conduziu à multiplicação de uma solução habitacional conhecida como «ilha», que se foi espraiando um pouco por toda a freguesia, mas com maior expressividade em S. Vítor, Gomes Freire e Praça da Alegria.
 
Ao mesmo tempo que proliferavam «ilhas», foram-se erguendo grandes palacetes, construídos com materiais de qualidade e mandados edificar por capitalistas, industriais e grandes comerciantes, muitos deles brasileiros de torna-viagem que enriqueceram em Terras de Vera Cruz. Nestes edifícios encontrávamos espécies exóticas dessa terra longínqua e soluções arquitetónicas inovadoras que marcaram uma época e que ainda hoje podem ser apreciadas. Muitos desses «brasileiros» – como assim eram conhecidos – investiram largas somas de dinheiro na freguesia, não só nas suas habitações, mas também nas fábricas de tecelagem e cerâmica e em melhoramentos infraestruturais. 
 
Mais recentemente, as fábricas de outros tempos deixaram de laborar e deram lugar a diferentes atividades económicas, tais como o comércio e a restauração, as estruturas vocacionadas ao ensino e à saúde, as instituições bancárias, as pequenas empresas e os serviços, sendo importante não esquecer o turismo, que age como divulgador e impulsionador da cultura e do património da freguesia do Bonfim.
 
Saiba mais sobre a freguesia do Bonfim: