Junta de Freguesia do Bonfim


Junta de Freguesia de Bonfim
Junta de Freguesia do Bonfim
Fontanário no SMAS
Pires de Lima
Combatentes
AvCombatentes
jardim Paulo Valada
Jardim Paulo Vallada
Junta de Freguesia de Bonfim
Arca d'Água na Estação do Metro 24 de Agosto
título da imagem
Jardim das Águas do Porto
jardim
Praça Dr. Francisco de Sá Carneiro

Espaço do Presidente

Caros Bonfinenses,
 
Penso que aceitarão que a minha primeira utilização deste espaço, para além naturalmente de uma cordial saudação a todos os cidadãos, se constitua na partilha pública da visão orientadora da missão que me propus desempenhar na liderança da Junta de Freguesia do Bonfim.
 
Não obstante as suas limitações de intervenção direta, pela sua proximidade às populações, as Juntas de Freguesia deverão desempenhar um papel preponderante na sinalização, encaminhamento e resolução de problemas e situações desfavoráveis, no sentido da melhoria contínua de todas as componentes e fatores com influência nos níveis de qualidade de vida das pessoas.
 
Vivemos infelizmente uma época de particular dificuldade, geradora de progressiva agudização e agravamento das condições de vida de camadas cada vez mais extensas da população.
 
Ganham e merecem, por isso, particular atenção as situações de carências básicas e exclusão para as quais se deverão canalizar, em emergência, medidas e recursos passíveis de minorar os impactos de uma crise que infelizmente, para além de económica é também, por vezes, de valores.
 
A Junta do Bonfim, sensibilizada por esta realidade, não poderá deixar de, numa ação concertada com as Instituições de Coesão Social da freguesia e da cidade, mobilizar as suas capacidades humanas e materiais para uma intervenção atuante e responsável nesta área específica.
 
É porém minha profunda convicção que, a par das preocupações devidas às medidas de emergência social, uma Junta de Freguesia não pode deixar de encarar com muita seriedade e empenho a procura de soluções que, perseverante mas decididamente, contribuam para combater e reduzir as causas que estão na origem de grande parte das situações de exclusão social.
 
O associativismo, qualquer que seja a área da sua vocação - Cultural, Desportiva, Recreativa, Social -, é, seguramente, um meio propiciador de inclusão e, nessa perspetiva, compete à Junta, e assim se cumprirá, a sua promoção, divulgação e apoio.
 
Admito humildemente concluir o mandato que os bonfinenses me confiaram sem poder, ou saber, concretizar por inteiro todas as ações que me animaram na candidatura e consolidei na atividade já desempenhada ao serviço da Junta.
 
Parco nas promessas como reconhecerão, garanto no entanto manter-me firmemente orientado por convicções e valores em que acredito e caraterizam o meu percurso de vida, fiel aos princípios básicos aqui enunciados.
 
Não desistirei de prosseguir, de forma pragmática e realista, todos os projetos passíveis de contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida dos bonfinenses.
 
José Manuel Carvalho
 

 
UM PASSO À FRENTE… UM PASSO ATRÁS…!
 
Temos todos consciência de que a sociedade dos nossos dias é bastante menos injusta e desigual do que foi em gerações passadas.
Mas é muito importante reconhecer e assumir que estamos ainda longe de poder considerar que já pertencemos a uma sociedade humana verdadeiramente evoluída.
 
Ao longo da história da Humanidade a evolução civilizacional foi sempre conseguida e conquistada com avanços e recuos.
E a história repete-se…
 
Em 1989 a humanidade celebrou a queda do muro de Berlim como um símbolo de progresso na construção de uma sociedade mais homogénea e mais inclusiva.
Em Novembro de 1993 foi fundada a União Europeia e, mais uma vez, ficou no mundo a sensação de que os países, preservando as suas raízes históricas étnicas e culturais, entendiam que, juntos, poderiam ter mais e melhores condições para ser mais fortes e fazer mais pelo progresso e bem-estar dos seus povos.
Para mim foram ambos, sem dúvida, significativos “passos à frente” na construção do nosso percurso civilizacional.
 
E a história continua a repetir-se…
…originando mais uma vez que a ansiada e tão necessária evolução da humanidade esteja agora confrontada com dois flagrantes e incríveis “passos atrás”:
 
O Brexit e o Muro Estados Unidos/México – Sem comentários!
 
Como está historicamente comprovado, os “passos atrás” são sempre causadores de agravada conflitualidade, provocando danos sempre muito negativos para a sociedade e, pior, irreversivelmente graves para pessoas.
Valha-nos que, como igualmente comprovado, os “passos atrás” acabam por desencadear alertas e despertar mais fortemente as consciências coletivas o que, mais tarde ou mais cedo, se traduz em novos “passos à frente” cada vez mais sólidos porque resultantes dos inconvenientes e do sofrimento vividos e experimentados.
 
Decididamente, a Humanidade não precisava destes recuos civilizacionais.
Entretanto… Que a história se repita…
Que muito em breve, e com o menor nível de danos possível, se corrijam estes irracionais “passos atrás” no caminho da civilização!
 
ACREDITEMOS…!
 
José Manuel Carvalho
Publicado em fevereiro de 2017 - in "O Bonfinense "
 

 
LAMENTOS SIM! – PREVENIR E PREPARAR…NÃO?
 
Estamos ainda no rescaldo de mais um verão, tempo normalmente mais aproveitado para estados de maior despreocupação associados a férias e lazer.
Registaram-se porém no mês de Agosto dois acontecimentos que, acredito, concentraram as atenções de quase todos nós:
- O dramático e violento surto de incêndios no nosso país, com uma dimensão recorde, e que consumiu e destruiu floresta, casas e vidas.
- A realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o que sempre se constitui numa manifestação do mais elevado nível desportivo e impacto mundial.
 
Como se aceitará, são acontecimentos com duas realidades de contornos e sentimentos praticamente opostos.
Apesar disso, dos respetivos rescaldos e resultados, é possível extrair uma reflexão comum como a seguir se argumentará.
 
Com efeito poderá dizer-se que de ambos resultaram “os LAMENTOS”.
Muito mais sérios e insuperáveis no que se refere ao primeiro, pela aflição e dramatismo que obvia e naturalmente lhe estão associados.
Claramente menos sérios mas igualmente muito críticos face à quase ausência de obtenção de medalhas por parte dos nossos atletas.
“os LAMENTOS” estão aí… e perdurarão para qualquer dos casos…
Lamentável será todavia se, como infelizmente vem sendo hábito, não se fizer nada para, na medida do possível, se criarem condições que reduzam as hipóteses de LAMENTOS pelas mesmas razões:
- Nos incêndios é reconhecida a enorme percentagem de intervenção criminosa; que interesses movem essa criminalidade? Que medidas se impõem para destruir esses interesses? E o ordenamento e a limpeza florestal? E o aperfeiçoamento dos meios de deteção e combate?
É tempo de pensar, é sobretudo tempo de atuar – Mais PREVENIR para menos LAMENTAR!
- Os atletas que nos representaram nos Jogos Olímpicos, com uma exceção, efetivamente não nos trouxeram medalhas, mas eles representam o que de melhor se consegue em Portugal num panorama desportivo a exigir uma profunda reformulação estrutural; Neste caso, em vez dos “LAMENTOS”, deveremos reconhecer, aplaudir e respeitar o esforço e dedicação daqueles que com o seu entusiasmo superam as dificuldades de um sistema desportivo que não promove nem apoia o desporto de forma alargada e inclusiva para a generalidade da população, iniciado desde logo através do desporto escolar. Queremos mais medalhas?
É tempo de pensar, é sobretudo tempo de atuar – Mais PREPARAR para menos LAMENTAR!
 
José Manuel Carvalho
Publicado em setembro de 2016 - in "O Bonfinense "
 

 
O QUE VALE A PENA FAZER…
 
Não me lembro se ouvi ou se li e, lamentavelmente, também não me lembro do autor que disse “O que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem!”.
A expressão, que interiorizei e subscrevo, essa felizmente não me esqueceu!
Porque acredito mesmo que o que vale a pena fazer, vale a pena fazer bem procuro sempre ser o mais fiel possível ao conceito mas também com a consciência da relatividade quanto à nossa conceção do modo como entendemos que vamos fazer bem.
Procuro sempre, com a maior honestidade, que o que faço seja bem feito mas, com humildade, sempre me questiono e procuro autoavaliar o verdadeiro e real atingimento desse propósito em cada caso.
Sem ponderar, sem sequer me preocupar minimamente com os “críticos pela crítica” com os quais todos nos vamos cruzando (aqueles que geralmente não fazem nada… mas que se sentem suficientemente iluminados para criticar o que quer que os outros fazem) sou, pelo contrário, muito sensível e recetivo à crítica séria e, por isso, construtiva.
Isso porque todos estamos certamente conscientes de que, por mais pensada e estruturada que seja uma nossa realização, sempre nela existirá uma certa margem de maior ou menor erro e ou falibilidade.
Até porque, uma decisão bem estruturada num dado momento, pode vir a ser influenciada por qualquer alteração imprevisível e posterior dos pressupostos em que foi fundamentada.
Porém, essa desejável sensibilidade para se reconhecer o risco de ter que enfrentar com naturalidade eventuais críticas futuras, não deverá, e a meu ver não poderá, servir de desculpa para não “fazermos o que vale a pena fazer”.
Permita-se então que esta minha curta reflexão conclua que:
Decididamente:
- O QUE VALE A PENA FAZER, VALE A PENA FAZER BEM!
Mas também e simultaneamente que:
- O QUE VALE A PENA FAZER, HÁ QUE FAZER!
 
José Manuel Carvalho
Publicado em junho de 2016 - in "O Bonfinense"
 

 
A “FAMÍLIA” GANÂNCIA!
 
Ao longo da nossa vida toda nós vamos formando a consciência da complexidade e diversidade mental e comportamental de cada individuo. É, de resto, nessa enorme diversidade individual que, a meu ver, se pode encontrar a grande e principal razão para a sociedade exclusiva, injusta e desigual que ainda caracteriza a nossa geração.
Cada individuo, independentemente de qualquer razão ou condição previamente definida em função de ascendência e formação cultural, moral ou educacional está dotado, interioriza e adota princípios e comportamentos que normalmente classificamos como “defeitos” e “virtudes”.
A dimensão e a complexidade da diferença individual é mesmo de tal monta que até a definição do que é “virtude” ou é “defeito” poderá variar em função do “julgador”.
Assim quando legitimamente se aspira a conseguir uma sociedade mais justa e mais equilibrada (não, de todo, constituída por iguais!) vamos recorrendo quer às ferramentas de natureza legal quer, mais lenta mas mais eficaz, a uma contínua e perseverante ação de formação cívica e humana.
No exercício das atuais funções é praticamente diário o contacto com pessoas que personificam os mais variados tipos de personalidade, formação humana e diferentes, por vezes contraditórias, perspetivas de vida. É natural, por isso, que sinta a toda a hora uma enorme vontade de poder observar reais e visíveis progressos na evolução do equilíbrio no sentir e no comportamento individual, na certeza de que disso dependerá a desejável e ansiada humanização da sociedade.
Como é sabido, quando desejamos muito uma coisa – o que é o caso – a nossa imaginação conduz-nos para uma busca de soluções que, à partida, não conseguem excluir ou condicionar o respetivo grau de utopia.
Numa destas reflecções “sonhei” com a possibilidade de, em cada ser humano, “as virtudes” serem geneticamente dotadas de autoridade e força suficiente para controlar, condicionar ou até anular alguns dos “defeitos”.
Desse sonho, utópico e ambicioso, a ser real, resultaria assegurado um melhor e maior equilíbrio comportamental de cada individuo gerando, por si e desde logo, uma humanidade mais sã, mais justa e mais solidária.
Já acordado, questionando a ambição desse sonho, perguntei-me: - se aquela utopia pudesse ao menos funcionar para um, qual dos “defeitos”, se controlado, produziria o maior impacto no propósito acima expressamente pretendido.
Admito que ainda que expurgada das características humanas exclusivamente a “Ganância” (Quem sabe se pela habitualmente tímida “Vergonha”?...), a humanidade daria seguramente um passo gigante e decisivo no lento e difícil caminho para a humanização da sociedade. Já agora… a “Ganancia” e toda a sua “família”, considerando que o “Egoísmo” é seu pai e a “Avidez”, a “Cobiça”, a “Avareza” e a “Usura” são suas irmãs.
 
ACREDITEMOS…!
 
José Manuel Carvalho
Publicado em março de 2016 - in "O Bonfinense "
 

 
ELEIÇÕES - DIREITOS E DEVERES
 
Estamos ainda no rescaldo das eleições para a Assembleia da República realizadas em Outubro passado e configura-se, a muito curto prazo, a eleição para a Presidência da República.
A realização de eleições regulares para a escolher aqueles a quem conferimos a responsabilidade de gerir a vida da comunidade é, felizmente, um direito consagrado a todos os cidadãos mas que, infelizmente, não é por todos considerado e assumido também como um dever.
Esse tipo de comportamento está infelizmente tão generalizado que quase se poderia considerar humana a tendência para revindicar com toda a veemência aquilo que se considera direitos esquecendo ou ignorando a responsabilidade de cumprir com os inerentes deveres.
Votar não deverá pois ser considerado apenas como um direito mas também e sobretudo como um dever, fazendo parte intrínseca da nossa obrigação de cidadania ativa, escolhendo e assumindo.
Esse dever de cidadania não se esgota porém no momento do voto. Respeitando as diferenças entre as várias opções votadas, e independentemente do resultado apurado ser mais ou menos ajustado com as legítimas convicções pessoais, continua a ser um dever de todos os cidadãos conscientes o exercício da crítica construtiva e, sempre que possível participativa, relativamente ao desempenho dos eleitos.
Quanto aos eleitos exige-se também que, exercendo o direito que lhes foi confiado, o façam cumprindo o dever de respeitar no seu mandato os seus programas e promessas eleitorais, privilegiando sempre os reais interesses da comunidade com evidente renúncia por quaisquer outros.
Só através dum ciclo que assuma, adote e pratique simultaneamente os direitos e os deveres, poderemos construir um modelo de sociedade progressivamente mais participado, mais justo, mais equilibrado e mais solidário.
 
Feliz 2016. 
 
José Manuel Carvalho
Publicado em dezembro de 2015 - in "O Bonfinense"
 

 
O PODER DA COMUNICAÇÃO – UMA VIA DE ESPERANÇA

Como reconhecerão os senhores bonfinenses, temos privilegiado este espaço para, sem falsos moralismos, promover a sensibilização de todos relativamente à necessidade de, cada um de nós, assumir uma atitude cívica responsável, contribuindo ativamente para a sucessiva correção das injustiças e desigualdades que ainda caracterizam a nossa sociedade. 

Como se reconhece, face ao enorme e contínuo desenvolvimento das tecnologias, a Comunicação vem assumindo um papel cada vez mais abran-gente e preponderante na informação a todos os níveis, incluindo obviamente o relato das imensas situações de calamidade social. 

Essa força e essa capacidade de mostrar ao mundo as recorrentes misérias da nossa sociedade pseudocivilizada tem seguramente o grande mérito de consciencializar sistemática e perseverantemente muitas mentes mais egoisticamente distraídas.

Temos vindo a assistir ao longo deste ano à comunicação diária, muito detalhada, dramática e chocantemente comovente, do pesadelo vivido por muitos milhares de refugiados que arriscam as suas vidas, que infelizmente muitos perdem, numa aventura migratória para fugir da guerra, da miséria e da exclusão. 

São homens, são mulheres e são crianças – São Pessoas!

Este é um drama com o qual a Comunicação nos confronta todos os dias.

O seu impacto e a sua atualidade não poderão, porém, fazer esquecer que, para além disso, continuamos também a conviver todos os dias, nos nossos espaços, com situações de exclusão e de extrema pobreza igualmente merecedoras da nossa atenção e, sobretudo, da nossa atuação. 

No seu papel de divulgadora, denunciando todas as situações de vida infra-humana e as suas causas, a Comunicação configura-se como um verdadeiro e real fator de esperança na luta pela sucessiva e necessária humanização da nossa sociedade.
 
Não sendo insensíveis a tudo quanto de desumano nos é relatado quotidianamente pela Comunicação, seremos cada vez mais os que entendem que o nosso bem-estar é tanto mais merecido, consistente e tranquilo quanto mais felizes forem todos os que nos rodeiam. 
 
Que a força da COMUNICAÇÃO nos induza a força para ser humanos.

É para nós ESPERANÇA que a força da COMUNICAÇÃO vença indiferenças e ajude a construir uma humanidade verdadeiramente humana.
 
José Manuel Carvalho
Publicado em setembro de 2015 - in "O Bonfinense"
 

 
Estão aí as FÉRIAS!
 
Não obstante alguns de nós optar pelas chamadas “férias repartidas” é, sem dúvida, a partir de agora, e sobretudo nos próximos dois meses, que se concentra a maior parte dos nossos períodos de férias.
Como quase tudo nesta vida está sujeito à lei das diferenças e, muitas vezes até, das contradições, também a forma de pensar e disfrutar de férias varia de pessoa para pessoa em função quer do gosto pessoal, quer das condições económicas de que cada um pode dispor.
Não cabe naturalmente neste espaço uma análise exaustiva sobre as diversas formas escolhidas e adotadas para o usufruto de férias.
Em síntese poderemos porém enumerar algumas das opções basicamente possíveis como o descanso puro e simples, a realização mais intensa de atividades desportivas ou de lazer, a praia e as suas sensações e prazeres do sol e do mar, o sossego e o romantismo do campo, a excitação e a curiosidade das viagens ou, tão somente, ficar em casa e disfrutar da companhia de um bom livro ou do recolhimento com o aconchego de uma boa música.
Entretanto, independentemente do local e do tipo de férias que cada um escolher, ou lhe for possível, aproveitemos algum do tempo deste período para nos permitirmos alguns momentos de reflecção sobre o mundo em que vivemos e a sociedade que construímos.
Pensemos, por exemplo, que de acordo com a definição expressa num dicionário, a palavra férias significa e corresponde a uma “Interrupção temporária de trabalho destinada ao descanso dos trabalhadores”.
E pensemos a este propósito na enorme e crescente dificuldade que muitos, mesmo muitos, vão tendo para encontrar trabalho o que, pior do que não terem férias na aceção aqui abordada, os impede de viver com os níveis de sustentabilidade mínima a que todos deveriam ter direito.
 
Boas Férias para todos e…
 
“Que as férias nos não impeçam de pensar!”
 
José Manuel Carvalho
Publicado em junho de 2015 - in "O Bonfinense"
 

 
QUE A ESCOLA NOS VALHA!
 
Pensamos consensual para a grande maioria de nós o reconhecimento de que, infelizmente, vivemos ainda numa sociedade global muito imperfeita, desumana, egoísta e injusta.
 
É igualmente verdade que, com todas as suas imperfeições e injustiças, a atual sociedade é, segura e decididamente, menos má quando comparada com as gerações que nos precederam, o que configura um percurso num sentido positivo, embora muito lento e com sucessivos avanços e recuos.
 
Tal constatação não deverá nem poderá porém servir para escamotear e esquecer a realidade inicialmente expressa.
 
A sociedade é constituída pelas pessoas e, obviamente, recolhe destas as influências e os contributos para a respetiva estruturação e organização.
 
Parece, por isso, indiscutível que as imperfeições que se reconhecem à sociedade são o reflexo das características dominantes das pessoas que, em cada época, conseguem influenciar e impor as regras e as normas legais mais convenientes e ajustadas aos seus interesses particulares, correspondentes às suas sensibilidades pessoais e respetiva formação humana.
 
Assim, parece evidente que a via para humanizar a sociedade passa indiscutível e exclusivamente pelas pessoas podendo, por isso, concluir-se que só através duma evolução global da formação cívica e humana dos cidadãos poderá resultar uma sociedade mais equilibrada, mais participada e mais justa.
 
É por isso que, embora não em exclusivo, à Escola compete um papel determinante e decisivo na evolução da sociedade, assegurando e garantindo a transmissão dos valores da cidadania e humanismo às gerações dos futuros cidadãos.
 
Espera-se e deseja-se que todos os agentes intervenientes no processo educativo, nomeada e principalmente os Senhores Professores, encarem a Escola não apenas como fonte de transmissão do conhecimento mas também, e muito perseverantemente, como promotora de valores que nos assegurem gerações de pessoas capazes de construir uma sociedade global mais humana, mais equilibrada e mais justa.
 
Que a escola nos valha!
 
José Manuel Carvalho
Publicado em março de 2015 - in "O Bonfinense "
 

 
NATAL E CIDADANIA
 
A distribuição deste Boletim ocorre em plena época Natalícia.
Impõe-se-nos por isso, fazendo-o com toda a sinceridade, desejar a todos os Bonfinenses um NATAL MUITO FELIZ.
Permitam-nos porém que aqui expressemos uma reflexão sobre algumas ligações que nos parecem indiscutíveis entre o “espírito de Natal” e algumas das bases essenciais da cidadania.
Com efeito, independentemente da maior ou menor conotação religiosa, quase toda a humanidade revela e adota nesta época uma atitude comportamental em que se reforçam variadíssimos valores, entre os quais, notoriamente, a FRATERNIDADE, a PARTILHA e o GOSTO PELO ASSEIO.
O “espírito de Natal” revela e mobiliza efetivamente a nossa consciência:
O olhar, a palavra e o gesto saem com muito maior espontaneidade contemplando o próximo numa atitude geralmente mais fácil e mais fraterna;
A atenção e a sensibilidade pelas necessidades dos outros gera, também mais nesta época, a nossa maior disponibilidade e apetência para a partilha, quer se trate da dádiva materialmente mais útil, quer se fique pela simples oferta de uma afetiva lembrança.
Arrumam-se e enfeitam-se as casas e as ruas numa preocupação saudável com o asseio e com a imagem.
Que bom será quando todos incorporarmos no nosso “espírito cívico” qualquer daquelas características do “espírito de Natal”!
 
- Prestar e dar atenção fraterna aos nossos semelhantes;
- Partilhar discreta e generosamente as nossas possibilidades com os mais desfavorecidos;
- Respeitar e contribuir para a limpeza dos nossos espaços, não atirando e deixando o “nosso” lixo (nem o dos nossos cãezinhos) na rua que é de “todos”.
 
FELIZ NATAL
 
José Manuel Carvalho
Publicado em dezembro de 2014 - in "O Bonfinense"
 

 
A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO
 
A Junta de Freguesia é o organismo do poder público mais próximo das populações.
 
Esta proximidade confere à Junta de Freguesia as condições básicas para um conhecimento muito detalhado das realidades objetivas, quer quanto às condições de vida das pessoas, quer no que se refere ao enquadramento ambiental e de mobilidade do respetivo espaço.
 
Nesta conformidade, independentemente e para além da sua autonomia ou capacidade direta de intervenção em cada área, compete à Junta de Freguesia constituir-se como defensora e promotora das legítimas necessidades e aspirações da população sua representada.
 
Todos reconheceremos porém que “proximidade” nem sempre se traduz em “conhecimento mútuo”, perdendo-se assim frequentemente, por esse desconhecimento, muitas oportunidades da interação necessária e desejável.
 
Parece-nos, por isso, indispensável a criação e utilização de canais de COMUNICAÇÃO que proporcionem e facilitem, bilateralmente entre a Junta e a comunidade, um melhor conhecimento e assim se potencie a verdadeira e adequada partilha e participação nas ações a programar e a realizar.
 
Do lado da Junta o dever da COMUNICAÇÃO constitui-se mesmo numa obrigação institucional, tanto por razões de ética como de transparência funcional, perante os seus cidadãos.
 
É desejável e espera-se também, do lado da população, quer de cada individuo, quer das associações e instituições residentes, a cooperação com a Junta de Freguesia estabelecendo com esta uma parceria de COMUNICAÇÃO civicamente responsável e participativa, o que seguramente contribuirá para o mais útil e eficaz desempenho deste órgão autárquico.
 
Por ter consciência da importância decisiva da COMUNICAÇÃO, a Junta de Freguesia do Bonfim procedeu recentemente à atualização do seu “sítio” na Internet (www.jfbonfim.pt) criando nele as condições para que os cidadãos possam expressar as suas críticas e sugestões e, inclusivamente, solicitar a emissão de atestados.
 
Sabemos porém que aquele meio de COMUNICAÇÃO não atinge ainda uma considerável parte dos Bonfinenses.
 
Por essa razão, decidimos, complementarmente, emitir e distribuir trimestralmente o presente Boletim Bonfinense como forma de cumprir, o mais alargadamente possível, a responsabilidade da Junta no que se refere à COMUNICAÇÃO.
 
Esperamos sinceramente a compreensão e colaboração de todos os Bonfinenses no sentimento de que “BEM INFORMADOS” estaremos seguramente “MAIS PRÓXIMOS”.
 
José Manuel Carvalho
Publicado em setembro de 2014 - in "O Bonfinense"